A gramática das crianças

Título completo: A gramática das crianças

Local de publicação: Lisboa/Portugal

Quantidade de edições: 2?

Editora: Livraria Clássica Editora, D. A. M. Teixeira & C.ª Filhos

Gramática escolar (LM):

  • “A gramática das crianças” (Título);
  • “Ensinemos pois às crianças gramática sem mistérios, sem problemas enreados, sem terminologias abstrusas” (sic, prefácio, p. 8);
  • “[…] procurei, nestas páginas, simplificar muitas coisas que me pareceram complicadas para o primeiro ensino; e dispensar outras, que se não coadunam com a capacidade de cérebros, escassamente alumiados” (sic, prefácio, p. 9);
  • “Ora, visto que no primeiro ensino se não prescinde inteiramente da gramática como conjunto de preceitos, pareceu-me que eu poderia mostrar como se deve ensinar a gramática ás crianças, sem as obrigar a estéreis fadigas de memória, antes ministrando-lhes a súmula das noções necessárias a um elementar conhecimento da nossa língua; e desta persuasão nasceu a presente obrinha, que eu ofereço aos extremosos pais de crianças, e que eu submeto ao conceito dos inteligentes e discretos pedagogos da minha terra” (sic, prefácio, p. 6);

 

Gramática normativa:

  • “As regras, deduzidas da prática da línguagem, quando essa prática é legítima, constituem o que se chama gramática” (sic, p. 11);
  • “A gramática é pois a arte de exprimir o pensamento, o sentimento e a vontade por meio da palavra falada ou escrita, e segundo as regras que se deduzem da prática legítima da linguagem. Em menos palavras: gramática é a exposição metódica dos factos da linguagem” (sic, p. 12).

 

 

OBJETIVOS DO AUTOR

  • “Conheço compêndidos de gramática, que devem sêr verdadeiros instrumentos de tortura para o espirito das crianças, naturalmente esquivo a tudo que é estranho á simplicidade e á clareza” (sic, prefácio, p. 5);
  • “Ora, visto que no primeiro ensino se não prescinde inteiramente da gramática como conjunto de preceitos, pareceu-me que eu poderia mostrar como se deve ensinar a gramática ás crianças, sem as obrigar a estéreis fadigas de memória, antes ministrando-lhes a súmula das noções necessárias a um elementar conhecimento da nossa língua; e desta persuasão nasceu a presente obrinha, que eu ofereço aos extremosos pais de crianças, e que eu submeto ao conceito dos inteligentes e discretos pedagogos da minha terra” (sic, prefácio, p. 6);
  • “Ensinemos pois às crianças gramática sem mistérios, sem problemas enreados, sem terminologias abstrusas” (sic, prefácio, p. 8);
  • “[…] procurei, nestas páginas, simplificar muitas coisas que me pareceram complicadas para o primeiro ensino; e dispensar outras, que se não coadunam com a capacidade de cérebros, escassamente alumiados” (sic, prefácio, p. 9);

 

CONCEPÇÃO DE LÍNGUA, NORMA E GRAMÁTICA

Língua

  • “A língua portuguesa, isto é, o falar que se usa em Portugal, nas suas colônias e no Brasil, começou a formar-se há uns sete séculos, foi-se enriquecendo com os tempos, e, entre todas as línguas que se falam no mundo, é uma das mais belas e opulentas” (sic, p. 11).
  • ● “O falar, adoptado por uma ou mais nações, é o que se chama a língua dessa nação ou nações” (sic, p. 11).
  • ● “A língua portuguesa fala-se e escreve-se. A prática da língua, isto é, a linguagem, é pois falada ou escrita” (sic, p. 12).
  • “Qualquer língua é formada de sons, que se representam por letras. Letras é pois cada um dos sinais que representam os sons de uma língua” (sic, p. 12).

Norma:

  • “1. — Quem fala ou escreve, se pretende escrever e falar bem a nossa lingua, tem de empregar palavras e expressoes, que sejam próprias da nossa lingua e daqueles que melhór a conhecem e praticam; construir frases, segundo os preceitos que os gramáticos deduziram da pràtica dos mestres; e empregar palavras e frases, cujo sentido facilmente se compreenda” (sic, p. 107);
  • “As regras, deduzidas da prática da linguagem, quando essa prática é legítima, constituem o que se chama gramática” (sic, p. 11).
  • “Devemos, portanto: 1. ° – Evitar o emprêgo de palavras ou expressões estranhas á nossa língua, ou de feição estrangeira, como toílette, corbeille, golpe de vista, madame, etc.; bem como expressões ou pronúncias defeituosas, que só se ouvem numa ou noutra localidade” (sic, p. 107).
  • “ 2° – Não construir frases contrárias aos preceitos da gramática, como estas: – < haviam lá muitas damas>; <concerta-se elogios>; <quem chamou-me?>; frases, em que haviam deve sêr havia, concerta deve sêr concertam, chamou-me, deve sêr me chamou” (sic, p. 107).

Gramática

  • “As regras, deduzidas da prática da línguagem, quando essa prática é legítima, constituem o que se chama gramática” (sic, p. 11).
  • “A gramática é pois a arte de exprimir o pensamento, o sentimento e a vontade por meio da palavra falada ou escrita, e segundo as regras que se deduzem da prática legítima da linguagem. Em menos palavras: gramática é a exposição metódica dos factos da linguagem” (sic, p. 12)​.

 

ESTADO DA ARTE

  • MOLINA, Márcia Antonia Guede. GRAMÁTICAS PORTUGUESAS DA INFÂNCIA: SÉCULOS XIX E XX. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/xxiii_cnlf/cnlf/tomo01/22.pdf>. Acesso em: 19 set. 2024.
  • MOLINA, Márcia Antonia Guedes; SILVA, Arthur Vinicius Sousa. UM ESTUDO DESCRITIVO-ANALÍTICO DAS GRAMÁTICAS DA PRIMEIRA INFÂNCIA DO SÉCULO XIX: BRASIL E PORTUGAL. Disponível em: < http://www.filologia.org.br/xxii_cnlf/cnlf/tomo01/060.pdf >. Acesso em: 19 set. 2024.
  • MOLINA, Márcia Antonia Guedes; FÁVERO, Leonor Lopes. BRASIL: GRAMÁTICAS DA INFÂNCIA SÉCULOS XIX/XX. Disponível em: <https://www.mundoalfal.org/CDAnaisXVII/trabalhos/R0612-1.pdf>. Acesso em: 19 set. 2024.

 

REFERÊNCIA

FIGUEIREDO, Cândido de. Gramática das Crianças. 2ª ed. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1925.

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