Título completo: Nova gramática do português contemporâneo
Local de publicação: Rio de Janeiro/Brasil
Quantidade de edições: 8
Editora: Lexikon
Gramática descritiva
- “Trata-se de uma tentativa de descrição do português atual na sua forma culta, isto é, da língua como a utilizada pelos escritores portugueses, brasileiros e africanos do Romantismo para cá, dando naturalmente uma situação privilegiada aos autores dos nossos dias.” (prefácio, p. XXIV).
- “Parecia-nos faltar uma descrição do português contemporâneo que levasse em conta, simultaneamente, as diversas normas vigentes dentro do seu vasto domínio geográfico (principalmente as admitidas como padrão em Portugal e no Brasil) e servisse, assim, fosse de fonte de informação, tanto quanto possível completa e atualizada, sobre elas, fosse de guia orientador de uma expressão oral e, sobretudo, escrita que, para o presente momento da evolução da língua, se pudesse considerar ‘correta’, de acordo com o conceito de ‘correção’ que adotamos no capítulo 1.).” (prefácio, p. xxiii).
Gramática constrativa
- “Como esta gramática pretende mostrar a superior unidade da língua portuguesa dentro da sua natural diversidade, particularmente do ponto de vista diatópico, uma acurada atenção se deu às diferenças no uso entre as modalidades nacionais e regionais do idioma, sobretudo às que se observam entre a variedade nacional europeia e a americana. (prefácio, p. XXIV).
OBJETIVOS DO AUTOR
- “Esta gramática foi idealizada há muito tempo, quando, unida a forte amizade, já nos ligava uma convergência de formação, interesses e objetivos. Sentíamo-la como uma urgente necessidade para o ensino da língua portuguesa não só em Portugal, no Brasil e nas nações lusófonas da África, mas em todos os países em que se estuda o nosso idioma.” (sic, prefácio, p. XXIII).
- “Trata-se de uma tentativa de descrição do português atual na sua forma culta, isto é, da língua como a têm utilizado os escritores portugueses, brasi leiros e africanos do Romantismo para cá, dando naturalmente uma situação privilegiada aos autores dos nossos dias. Não descuramos, porém, dos fatos da linguagem coloquial, especialmente ao analisarmos os empregos e os valores afetivos das formas idiomáticas.” (prefácio, p. XXIV).
- “No estudo da fonética e da fonologia, procurou-se estabelecer, sempre que possível, a equivalência entre os conceitos e a terminologia tradicionais e os da fonética acústica e da fonologia moderna; no estudo das classes de palavras examinou-se a palavra em sua forma e, a seguir, em sua função, de acordo com os princípios da morfossintaxe.” (prefácio, p. XXIV-XXV).
CONCEPÇÃO DE LÍNGUA, NORMA E GRAMÁTICA
Língua:
- “Língua é um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos. Expressão da consciência de uma coletividade, a língua é o meio por que ela concebe o mundo que a cerca e sobre ele age. Utilização social da faculdade da linguagem, criação da sociedade, não pode ser imutável; ao contrário, tem de viver em perpétua evolução, paralela à do organismo social que a criou.” (introdução, p. 1).
ESTADO DA ARTE
- BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz . Edições Loyola, 1999. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=p6jX69l6pSoC&oi=fnd&pg=PA93&ots=IGVzZ_z6tB&sig=mmyVzWrWxt9-Y8G4Mi6BzHKarzA#v=onepage&q&f=false . Acesso em: 15 fev. 2025.
- CASTRO, Ivo. Introdução à história do português. 2006. Disponível em: https://site.livrariacultura.com.br/imagem/caitulo/2317531.pdf . Acesso em: 15 fev. 2025.
- LUCCHESI, Dante; BAXTER, Alan N.; RIBEIRO, Ilza. O português afro-brasileiro. Edufba, 2009. Disponível em: https://books.scielo.org/id/p5 . Acesso em: 15 fev. 2025.
REFERÊNCIA:
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016.